quarta-feira, 28 de março de 2007

Pelo bem do alface

Não lembro exatamente quando (acho que na década de 90), uma companhia aérea, após a observação de uma aeromoça de que a maioria dos passageiros retirava a azeitona colocada decorativamente sobre os sanduíches, resolveu cortar a "maldita" azeitona como forma de redução de custos. A iniciativa resultou em uma economia de milhões de dólares anuais.

Quanto será que os bares e restaurantes economizariam se cortassem a alface decorativa de muitos pratos servidos. Nunca vi alguém comer essa alface decorativa! Será que alguém iria reclamar se fizesse um pedido de filé xadrez com queijo e não viesse uma folha de alface por baixo?

O alface tem sido nosso aliado na mesa há muitos séculos e não merece ser relegado a uma função estética. A fome assola o mundo atualmente. Quem sabe se a gente juntar a azeitona sobrando do sanduíche das companhias aéreas com a folha de alface, só falta um tomatinho e tem quase uma salada para alimentar as pessoas mais necessitadas.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Quero que você dê o pior de si!

Fazendo uma limpa nos meus emails hoje, achei um texto do Max Gerhinger, colunista da revista Exame. O texto fala sobre um fenômeno que vem ocorrendo com a competição ferrenha que existe por vagas de emprego e a saturação no mercado de trabalho. Assim, o mercado está cada vez mais dividido em duas facções:

1. Aqueles que não conseguem emprego porque não possuem a qualificação necessária;

2. Aqueles que possuem as qualificações necessárias, porém nunca vão utilizar todo o seu potencial porque as vagas que ocupam não exigem todo o conhecimento que possuem.


Não precisamos ir longe para encontrar exemplos. Lembro que nos lugares que trabalhei, a maioria das recepcionistas ou secretárias faziam curso superior. Não duvido que o tiozinho dos serviços gerais seja fluente em inglês. Em Florianópolis, encontrei um marceneiro que parecia um pescador saído de uma novela da rede globo, tipo Carlos Richelli, regata cortada nos ombros, bermuda um pouco abaixo dos joelhos e cabelos crespos preso que se assemelhavam a um espanador, mas era além de ótimo marceneiro, técnico em informática e criava galinhas ao mesmo tempo em meio ao galpão de trabalho.


Bom pra eles!!! Ou não? É claro que todo mundo busca qualificação porque deseja crescer. Mas a consequência disso é que suas expectativas também crescem e possíveis frustrações por não poder desempenhar todo o seu potencial aparecem.


Perdi a conta de quantas vezes precisei dar apenas 60% do meu potencial para cumprir com as minhas obrigações. E o mais incrível: casos em que dar 100% representava um problema, ou seja, o cliente não queria uma solução tão boa!(?)


Eu realmente não me surpreenderia se um dia ouvisse um líder ou diretor dizer para a sua equipe “Quero que vocês dêem o pior de si!”

segunda-feira, 19 de março de 2007

Duas teorias sobre a origem dos columbídeos urbanos

Ontem estava indo para um churrasco e tive que desviar de uns pombos na rua catando comida. Então comecei a fazer alguns questionamentos sobre a origem e função dessas aves. Elaborei duas teorias!

Teoria 1:
Alguém já viu uma pomba em seu habitat natural? Aliás, qual o habitat natural de uma pomba: campo, selva? Ninguém sabe! Acho que as pombas são aves urbanas, uma espécia desenvolvida geneticamente em laboratório para habitar as cidades. São a prova viva de que o homem não só destrói a natureza, como também cria. Os pombos foram criados com uma função social: distrair e ocupar o tempo dos velhinhos que passam a tarde desocupados nos parques jogando migalhas de pão e farelos de bolachas.

Teoria 2:
Os pombos são vítimas do êxodo rural. São aves limitadas intelectualmente e, como havia poucas oportunidades no campo, os pombos migraram para as cidades em busca de uma vida melhor. Mas infelizmente não deu certo! E hoje os pombos são aves marginalizadas, lançadas à própria sorte. Não fazem nada de útil, só servem para sujar os nossos monumentos, suas fezes transmitem doenças, não cantam, desafiam o trânsito e arriscam a vida por migalhas.

quinta-feira, 15 de março de 2007

O segredo da cantada!

Por que nos filmes a maioria das cantadas americanas são um convite para tomar um café? “Can I buy you a cup of coffee?” ou “Maybe we can have a cup of coffee sometime?”. Sério, acho que eu nunca convidei uma mulher pra tomar um café se o propósito realmente não era de saborear um maravilhoso mocca de uma padaria ou bistrô de meu agrado.

Alguém pode dizer que de repente eu não goste muito de café, mas eu adoro o cheiro e concordo com a sua eleição de aroma do século. Apesar de que convidar alguém para cheirar um café pode soar meio estranho.

Será que os americanos são menos criativos que a gente em suas cantadas? Talvez não! Quem sabe são até mais espertos. Nesse caso, convidar para um café é só um pretexto, algo tão arbitrário quanto um convite para mascar um Trident. Nós é que somos burros, enquanto perdemos tempo tentando inventar uma cantada criativa, os americanos são mais diretos e convidam logo para tomar um café. Se a outra pessoa aceitar, é meio caminho andado. Enquanto a gente aqui fica correndo o risco de ouvir depois: “não... desculpa, olha, você entendeu tudo errado!”

terça-feira, 13 de março de 2007

Quem sabe o dia de amanhã?!

Estava eu fazendo uma campanha para um cliente sobre seu Programa de Preparação para Aposentadoria. O objetivo é informar os funcionários da empresa sobre as vantagens de estar preparado para a ruptura que é a aposentadoria.
Criamos uma idéia de associar o que o funcionário faz hoje com sugestões do que ele pode fazer "amanhã", ou seja, com as habilidades que tem hoje em sua função pode fazer outras coisas no futuro. Isso logo me fez pensar em sugerir que um funcionário de manutenção pode ser presidente do Brasil quando se aposentar. Porque se ele quiser ser lixeiro não tem como, pra isso precisa segundo grau completo. Mas pra comandar o país ainda não é lei ter estudado!

Tirando o cabaço do blog

Acabei de criar essa porcaria e ainda não tenho idéia do que postar, então este comentário é apenas pra perder a "virgindade". A idéia do vicissitudinário é criar um espaço pra mim, que me obrigue a escrever mais, ou simplesmente um ponto para postar as besteiras que me vieram à cabeça. Além disso, é claro, que eu possa dividir esses posts com as pessoas que conheço, trocar idéias, comentários, enfim, crescer. Nem tudo aqui será necessariamente verdade ou um ponto de vista meu, uma experiência própria, pretendo usar o blog principalmente como uma válvula de escape a lampejos criativos textuais, entre outros. Um abraço a todos!