sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Tudo para agradar o cliente!

Acho bem engraçado o hábito de alguns garçons de rebater o seu pedido com uma opção similar. Por exemplo, esses dias fui almoçar e disse: “Por favor, uma coca!”. A resposta do garçom foi “Pepsi!”

E falam de maneira enfática:
“Pepsi!”, com ponto de exclamação!
Não é um “Infelizmente não temos, senhor”.
Ou um “Pode ser Pepsi?”

Às vezes dá vontade de retrucar novamente:
“Não, eu disse coca”
Ou “Qual parte da palavra coca você não entendeu?”

Mas até entendo a boa vontade dos garçons em querer resolver o seu problema e oferecer uma opção similar. Pior são aqueles que propõem algo completamente diferente:
“Por favor uma coca!”
“Temos suco de uva, senhor!”

Mais absurdo ainda são situações semelhantes só que com comidas. Tem um restaurante perto de uma agência que trabalhei que trocava os pratos do buffet por coisas completamente diferentes do que havia. Uma vez fiquei na fila esperando por mais batatinhas fritas. De repente vem o garçom e troca por berinjela recheada. E eu ali com cara de otário, não sabia nem se perguntava pelas batatinhas ou pegava um ovo frito mesmo que recém tinha chegado pro lugar do aipim.

Certa vez, no trabalho, alguém ligou para a Casa do Pão de Queijo e, pasmem, não tinha pão de queijo.
“Infelizmente estamos sem pão de queijo, senhor!”
“Tá, mas aí não é a Casa do Pão de Queijo?”
“Sim!”
“Então deixa eu entender uma coisa: aí é a casa do Pão de Queijo e vocês não tem pão de queijo?”
“Estamos em falta!”
“Tem feijão então?” (Dá vontade de perguntar!)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Olhar para si!

Como é difícil falar de si mesmo! Particularmente, não conheço ninguém que não tenha dificuldade de falar de si mesmo. E mais do que falar, identificar e analisar suas próprias características, seus pontos fortes e fracos. Isso fica ainda mais claro quando comparamos auto-avaliações com aquelas feitas por terceiros.

Quem nunca ficou surpreso ao descobrir a opinião de alguém a seu respeito? Quem nunca desqualificou as considerações de outrem por considerá-las contraditórias à sua personalidade? Quem nunca usou a frase “isso mostra como essa pessoa não me conhece”?

Na história da humanidade, a primeira ciência foi a astrologia, que mais tarde (bem mais tarde) deu origem à astronomia. A primeira preocupação das pessoas foi a de entender os astros.

Já com a psicologia é diferente. O estudo do comportamento humano existe há muito tempo, mas a psicologia como ciência independente da filosofia remonta o final do século XIX. Uma história recente.

Ou seja, historicamente, a humanidade tentou entender primeiro o que estava distante, para só depois tentar entender a si mesmo. Talvez aí esteja uma das razões por que é tão difícil falar de si mesmo. É tão mais fácil olhar para o céu, ou melhor, encontrar uma razão distante para culpar pelos nossos próprios fracassos.

Não digo que outras pessoas não tenham responsabilidade também, é claro que têm, mas hoje parei pra pensar que quando buscamos respostas, o último lugar que paramos para olhar é pra dentro de nós mesmos.