quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Traumas Infantis

O que acontece na infância a gente leva pra vida toda, seja bom ou ruim. Me recordo de alguns traumas que tiveram conseqüências graves no meu desenvolvimento infantil, outros nem tanto além do fato de lembrar desses acontecimentos depois de desse tempo todo.

1. Ganhar um microfone da Xuxa no amigo secreto da quarta série. A mãe da minha colega comprou o presente sem ela saber o que era, achando que era para uma amiga. Enfim, imaginem ter todos os seus coleguinhas rindo da sua cara. E sequer era o microfone que acendia a luzinha, era o mais bagaceiro dos modelos.
2. Receber dinheiro de presente em tempos de hiperinflação. Como eu ainda não tinha conta bancária, a impressão que dava era que alguns meses depois o meu irmão ganhava 50x mais no aniversário dele.
3. Falando em irmão, herdar as roupas do irmão mais velho era terrível. Talvez por isso desenvolvemos gostos diferentes por roupas, talvez por revolta.
4. Ganhar uma piscina no natal e ter o presente confiscado porque o nome no papel estava errado. Isso mesmo, frustrante!
5. Dia das Crianças. Eu não tive uma infância pobre, longe disso, mas tive uma infância comedida. E por isso eu lembro apenas de 2 presentes de dia das crianças: um Bog (tipo uns fantoches de borracha com cara de monstro); e um Boca Rica da estrela (aquele cofrinho que tinha que colocar o máximo de moedas sem explodir). Nos demais anos, lembro que dia das crianças era sinônimo de ganhar uma barra de chocolate. Não sei se é por isso que hoje odeio datas, dias das crianças, meu aniversário, dia dos pais, das mães, páscoa e natal eu até gosto.

Que criança amargurada eu, não sabia dar valor pro pouco. Como dizia meu avô: “quem não se contenta com o pouco, não merece o muito!”

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Inglês fluente, informática e mãe!

Ser mãe realmente deve ser algo único, nós homens jamais vamos entender. É uma experiência tão rica e singular que acaba incorporada ao currículo profissional das mulheres.
Já perdi a conta de quantas vezes ouvi uma palestrante se apresentando mais ou menos assim: “Sou formada em física quântica... pós-graduada em estruturas sub-atômicas... presidente do conselho intergaláctico de física... e mãe!”
E mãe???
Incrivelmente, ser mãe eleva a mulher a um status diferenciado, a uma nova fase que a coloca num estágio de maturidade superior que a credencia a enfrentar certos desafios e a opinar sobre coisas que só quem é mãe pode. Quantas vezes você já não ouviu uma mulher usar esse argumento: “Ah, eu sei!!! Eu seeeei, eu sou mãe, eu seeeei!”
O contrário você raramente vê acontecer, um homem dizer: “Sou administrador... MBA... consultor... e pai!”
Ser pai, socialmente não credencia você a muita coisa, qualquer um pode ser pai. Mas poucas podem ser mães, mais no sentido afetivo do que biológico, porque ser mãe é uma atividade de doação desde a sua concepção.
E pra ser pai, é só ter saco (não me refiro à paciência!).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Adesivos irritantes

Uma das coisas que me irritam é ver adesivos "bebê a bordo" nos carros. Não sei dizer exatamente por que, mas de alguma forma eu acho ridículo. Talvez por não ter filhos, alguém poderia dizer. Sei lá!
Porém mais ridículo ainda são aquelas versões personalizadas que trazem o nome do bebê. Aqui vai uma relação dos mais estranhos que eu vi ultimamente:

- Lorenzo a bordo
- Juraci a bordo
- Curumim a bordo (???... lamentável...!)
- Espiridião a bordo
- Alemoa a bordo
- Meu amor a bordo (que jeca!)
- Mamãe coruja a bordo (talvez o mais honesto deles, mas o mais correto seria "mamãe brega...")

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Pequeno ensaio jornalístico sobre o aquecimento global

1. Resort Caldas da Islândia é uma boa pedida para quem deseja fugir do rigor do inverno carioca.

2. Pessoas recorrem cada vez mais ao implante de pêlos faciais para se proteger do sol.

3. Prefeitura do Rio proíbe nadar em torno do Cristo Redentor.

4. EUA declaram: a Amazônia é uma questão de economia interna.

5. Ibama preocupado com a dieta dos ursos polares de Fernando de Noronha.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Meu post mais inútil até hoje

Sonhos são realmente peculiares. Tem gente que sonha com coisas reais, problemas do dia-a-dia e coisas que estão incomodando. Eu não. Eu sonho sempre coisas absurdas e de difícil interpretação. Ok, tirando aqueles que todo homem já teve, capazes de provocar poluções noturnas, tem um sonho recente que posso contar neste horário e canal que fica voltando a minha memória com alguma frequência.

"No sonho, estava eu fazendo um churrasco com amigos na casa de alguém, não sei quem. De repente um bando de marginais invade a casa como num arrastão e começa a roubar tudo. Logo de cara recebi uma martelada no joelho e caí gritando de dor. Fomos todos encurralados num quarto. Achei um roller e resolvi fugi pela janela de roller (?????). Mas ao abrir a janela os ladrões já estavam na espreita e um deles me seguiu de bicicleta. Depois de uma longa e implacável perseguição, parei exausto junto a um portão de uma casa e o ladrão me alcançou. Quando ia me dar uma segunda martelada no joelho, um bode, isso mesmo, um bode surgiu do nada de um arbusto e acertou uma cabeçada no ladrão, me salvando. Mas o alívio foi breve, porque em seguida, o bode trocou de alvo e começou a perseguir também."

Vai entender?!!! Alguém se habilita a explicar?
O tempo dos faraós se foi e não posso contar com José pra entender esse!

domingo, 14 de setembro de 2008

Divagações de um publicitário

Numa conversa de bar, no churrasco de domingo ou mesmo naquela cervejinha depois do futebol é fácil surgir alguém perguntando algo como "Alguém tem um arquiteto pra indicar?... ou médico, engenheiro, dentista, advogado."

Agora, alguém já ouviu a pergunta "Alguém tem um publicitário pra indicar?"

A impressão é de que a vida publicitária é feita para funcionar apenas dentro da própria bolha, se retroalimentando.

Se dá pra fazer a diferença no mundo como publicitário? Espero que sim. E espero que dure mais de 30 segundos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Conversa de Elevador

Inevitável não relatar, hoje pela manhã, dois tiozinhos conversando no elevador:

- E aí, tem falado com a fulana?
- Não, não tenho! Parece que ela tá com o Astengo agora!
- Com o Astengo? Largou o borracheiro aquele então?
- Se largou não sei, mas tá com o Astengo!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O homem que falava menas

O que dizer sobre o homem que falava menas a não ser o fato de que ele falava menas. Simplesmente insuportável, mas fazer o que se era o chefe. Um dia em uma reunião de negócios concluiu dizendo: “Então, com base nos dados apresentados, sugiro investir menas no produto A e mais no produto B”. Aplausos!

Ao final da tarde saíamos para comemorar os resultados num barzinho em frente ao escritório. Em pleno happy hour lá estava ele dizendo: “Garçom, essa cerveja estava menas gelada que a anterior, a próxima tem que vir estúpida”. E assim acontecia uma sucessão de menas pra lá e pra cá. Durante o almoço “Hmm, acho que precisa um pouco menas de sal na comida”. Sobre o churrasco da empresa “Estavam todos lá, menas o Paulo”.

Quando seu hábito já estava se tornando socialmente prejudicial, conheceu a mulher que falava seje. A paixão não foi nem um pouco instantânea. Ele tinha muitos defeitos, mas ela resolveu se dar uma chance dizendo seje o que Deus quiser. E ela estava longe do ideal, mesmo assim os dias ficaram menas tristes ao seu lado.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Bafômetro contra os solteiros

A nova “lei seca”, como está sendo popularmente chamada, está mudando os hábitos de consumo dos brasileiros. E também provocando uma mudança de cultura como o revezamento na hora de dirigir, aumento do uso de taxis e bares oferecendo serviço de transporte.
Mas essa lei tem um efeito muito maior do que o esperado. Perdemos muito mais do que referência de preço quando comparamos com algo dizendo “porra, isso dá pra comprar 20 cervejas”. Ela afeta drasticamente a vida dos solteiros. Vamos analisar os fatos:

• A tradicional cantada “Vamos sair pra beber alguma coisa?” acabou! Simplesmente perdeu o sentido. Ninguém convida uma mulher pra tomar uma Coca-cola;
• É o fim do romantismo: não vamos mais poder buscar uma mulher em casa, abrir a porta do carro pra ela, conversar no trajeto até o bar. Sair de taxi com alguém que você recém conheceu é muito chinelo e estranho (ônibus então, esquece). Ou vamos ter que combinar um ponto de encontro, o que parece insensível e exclui parte importante do processo;
• A bebida é “rota de fuga” para as pausas silenciosas na conversa. Honestamente, vamos parecer maníacos por hidratação parando toda hora pra beber água ou um suco;
• Homens e mulheres alcoolizados é sinônimo de nível de exigência mais baixo. Mulheres bonitas já são difíceis por natureza e vão continuar. Mas o que vai ser das barangas e dos feiosos com todo mundo sóbrio nas festas?;
• Essa lei é completamente contra a ética etílica, que permite as pessoas se arrependerem apenas no dia seguinte. Agora vamos começar o processo já arrependidos.

Acho que a economia em mortes no trânsito será compensada pelo acréscimo em suicídios e consumo de drogas. O que não dá pra entender é que se estão fazendo essa fiscalização agora, por que ela não podia ser feita sobre o limite anterior? A principal mudança não está na lei, está na aplicação.
Pra mim, essa lei não tem nada a ver com segurança nas estradas. É uma lei de controle de natalidade. As pessoas, menos sociáveis por falta de bebida, vão se conhecer menos, interagir menos, casar menos, fazer menos sexo e ter menos filhos. Em breve seremos um país de velhos. Parece radical demais, mas é uma análise inteiramente sóbria!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pontuando!

Ultimamente ando bem sozinho.

Ultimamente, ando bem sozinho.

Ultimamente ando, bem sozinho.

Ultimamente ando bem, sozinho.

sábado, 31 de maio de 2008

Reconfortado por um toalheiro elétrico

O inverno sempre me faz lembrar mais da infância. Acho que a necessidades de calor aproxima mais as pessoas, faz a gente buscar mais companhia, dividir momentos. Nem que seja uma xícara de café em que o propósito nem é o café em si, mas ficar ali com as mãos grudadas naquela xícara quente ao lado de amigos ou família.

Uma das coisas mais marcantes do inverno na minha infância era quando minha mãe retirava as toalhas de banho da secadora de roupas e me abraçava com elas. Quentinhas!
Se o abraço de mãe já tem o seu calor, imagine potencializado por toalhas quentinhas, cheirosas e amaciadas por comfort.

Mas agora tem um toalheiro elétrico no banheiro. Toalhas quentinhas e secas na hora do banho ou a qualquer hora do dia. É como se a mãe estivesse pendurada ali na parede o dia todo. É a tecnologia reconfortando a gente, ajudando a matar a saudade da família.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O homem do colete em patchwork

Ele adorava retalhos, onde pudesse costurar um pedaço de pano ou emendar pedaços de tecido, plástico, vinil ou palha, lá estava. Desde criança, era fissurado nas joelheiras de couro que sua mãe colocava nos uniformes do colégio. Não resistiu quando viu sua avó criar um tapete para o chão do banheiro com tiras de saquinhos de leite coloridos e aderiu na hora à mania; e o advento das caixinhas Tetra Pak foi seu primeiro momento de depressão.

Adorava as aulas de educação artística quando tinha que montar mosaicos com picotes de papel que recortava das revistas Manchete que trazia de casa e colava com Plasticor numa folha de papel Canson.

Era muito caseiro, raramente saía de casa para se divertir com os amigos, a não ser nas festas juninas, o momento preferido do ano porque podia vestir-se de caipira com pedaços de feltro costurados no paletó de veludo e sentir-se normal assim. Seu filme preferido era Colcha de Retalhos e o artista preferido Picasso, obviamente em sua fase cubista.

Aos quinze anos já usava coletes em estilo patchwork, que o acompanharam até a vida adulta, mesmo trabalhando num segmento de mercado descolado, onde outrora sua falta de estilo passou despercebida sob o falso rótulo de moda retro. Cabelos sempre desgrenhados, de vez em quando uma gravata amassada compunha o look, acompanhado de um blazer alguns números maior que parecia retirado do figurino de um clipe do Lionel Richie.

Faz tempo que não o vejo, desde que deixou de ser um colega de trabalho. Um dia ouvi alguém comentar que largou a profissão de origem e agora toca bongô num “conjunto” de sessentões, animando casamentos e bailes da saudade. Mas está feliz e com saúde, isso é o que importa diz sua tia-avó, e continua sendo o orgulho da mamãe.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Vices

No Brasil, ninguém dá valor pros vices.
Vice-campeões de qualquer torneio em qualquer modalidade esportiva não existem.
Ninguém lembra quem é o vice-presidente, vice-governador ou vice-prefeito.

Quem sabe se propormos um torneio entre os maiores vice-campeões?
Ou uma eleição entre todos os "vice-alguma coisa" do Brasil?

A questão é definir quem é o verdadeiro campeão: o 1º colocado ou o vice?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Uma triste história de palhaço!

Não sou nem nunca fui um grande fã de palhaços. Na verdade, hoje os admiro mais do que na minha infância. Acho que mesmo quando criança considerava as brincadeiras um tanto sem graça, talvez em um gesto de falsa maturidade.

Isso me faz lembrar de uma colega na época do colégio, mais precisamente na quarta série. Seu pai era um palhaço. E antes que pareça uma brincadeira de mau gosto, digo: um palhaço mesmo, de verdade; assim tipo, profissão: palhaço!

Não era um palhaço de circo, mas um palhaço autônomo, freelancer, daqueles que animam festas infantis, turmas de colégio, jardins de infância, enfim, sobrevivem.

E foi assim que o Palhaço Faísca foi parar na minha escola para fazer duas apresentações, ao longo de uma semana, para todas as turmas até a quarta série.

A alegria era geral, não apenas pela expectativa da apresentação, mas também porque fomos surpreendidos com a notícia no meio da tarde. Quando achávamos que teríamos aula, a tia anunciou a grande atração na escola. Foi aquela vibração!

Mas a alegria durou apenas até o início do espetáculo. Foi sofrível. E olha que para um grupo de crianças taxar dessa forma uma apresentação que supostamente deveria ser divertida, facilita um pouco pra visualizar o fraco desempenho do Faísca. Porém, algo chamou minha atenção. Minha colega divertiu-se do início ao fim, olhava fixo para o pai e, mesmo sem dirigir uma palavra para ninguém durante toda apresentação, seus olhos marejados de tantas gargalhadas não disfarçavam sua inocente emoção com aquilo que para nós poderia ser motivo de risadas, afinal de contas, para ela, seu pai sempre foi um palhaço.

Nunca entendi muito bem, até porque tinha vergonha de perguntar como era ser filha de um palhaço. Mas imagino que durante muitos anos deve ter sido algo bem divertido. Muita espirituosidade, alegria, bom humor. Mas na minha cabeça esses fatores nunca relevaram as chacotas de quando alguém perguntava “o que o seu pai faz?” e a pobrezinha tinha que responder “meu pai é um palhaço”.

O show acabou, todos de volta para a aula. Alguns dias depois chegou o segundo momento mais esperado da semana: a nova apresentação do Palhaço Faísca. E o que era pra ser algo corriqueiro se desdobrou em um fato que me faria lembrar desse momento pro resto da minha vida. Crianças na faixa dos 10 anos de idade, na quarta séria, preteriram o espetáculo por um trabalho de ciências na sala de aula. Exatamente! Crianças preferiram ficar estudando em vez de se “divertir” com as palhaçadas.

Uma lágrima oscilava no rosto da minha colega, a filha do Faísca. Para compensar, a professora sabiamente autorizou a menina a assistir ao show do seu pai, o que evitou além de mais algumas lágrimas, o primeiro incidente diplomático da minha vida até então, já que o trabalho de ciências foi uma tentativa de chantagem da professora a fim de desestimular os alunos a permanecerem em aula.

Mais tarde (alguns anos depois) descobri a verdadeira razão daquelas “palhaçadas”. Minha colega e sua família tinham uma vida bastante humilde, daquelas que um palhaço tem condições de oferecer. Em dificuldades financeiras para pagar a mensalidade do colégio, o senhor Faísca ofereceu seus serviços em troca de um alento em suas dívidas. Não sei qual foi o resultado dessa empreitada, até porque pelo que lembro minha colega deixou o colégio no ano seguinte.

De certa forma, todas aquelas brincadeirinhas deram lugar a um sentimento de vergonha. Quem poderia culpar um pai que de maneira honesta tenta oferecer à sua filha uma educação melhor do que a teve? Cada um com as suas palhaçadas, gerando ou pagando dívidas.

Se soubesse desse fato antes das apresentações, talvez tivesse presenciado o segundo show do Fantástico Faísca (mesmo que por razões alheias à qualidade do seu show) em solidariedade a minha colega. Mas é difícil pensar nisso depois do acontecido.

E me dei conta de como as crianças podem ser cruéis. Mas agora pouco importa a minha opinião atual ou daquela época sobre palhaços. Quando vejo que algo que era pra ser divertido, ou uma grande palhaçada a rigor da palavra, acabou assim, em uma triste história de palhaço.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pergunta que não quer calar!

Por que sempre que alguém que não costuma vestir uma fatiota aparece de terno no trabalho ou entre amigos, tem sempre um engraçadinho que pergunta se ele vai fazer um exame de fezes?

De onde surgiu essa relação entre estar arrumado e fazer o exame?

Será que só fato de parecer alguém mais importante de terno torna também alguém mais suscetível a fazer cagadas?

quarta-feira, 5 de março de 2008

A demissão é o antidepressivo das empresas!

A depressão é considerada por muitos profissionais da área de saúde como a doença do século. Estresse, pressão na vida profissional e pessoal que levam a grandes frustrações.

E nesse contexto existe uma corrida desenfreada por maneiras de superar as tristezas do dia-a-dia, muitas vezes sem levar em conta que existe uma diferença fundamental entre estar triste e estar em depressão. E em vez de aprendermos a conviver com a tristeza, que faz parte da vida, procuramos ocultá-la com medicamentos.

Sem querer fazer apologia contra o uso de medicamentos, que em muitos casos são realmente necessários, mas o fato é que é muito mais fácil “empurrar” a tristeza para longe do que enfrentá-la. Até por desconhecimento de como interpretar seus sinais que, como qualquer dor - um espinho, uma queimadura, um choque - indicam que alguma coisa não está certa com o nosso corpo.

Vou mais adiante. E acredito que essa busca frenética pela felicidade e a necessidade de banir a tristeza vai além do nível individual do ser humano e se estende ao ambiente empresarial.

Cada vez mais as empresas não admitem a tristeza no ambiente de trabalho. Não basta ser um excelente profissional, é preciso trabalhar “sorrindo”, contagiar os colegas com sua motivação, ir além do esperado. Muitas empresas não querem admitir seu ambiente triste e encarar isso de frente. E acabam recorrendo ao seu antidepressivo: a demissão.

Mas como disse anteriormente, muitas vezes a medicação é necessária. Porém, a demissão, assim como todo antidepressivo, não resolve o problema por si só. Se quem toma o remédio não souber usar a estabilidade que ele proporciona temporariamente para avaliar suas deficiências, corre um risco de viver “eternamente” sob um falso manto de felicidade, mascarando a realidade.

Porém nem tudo é motivo para cortar os pulsos com uma bolacha maria. A tristeza e a melancolia moram ao lado da criatividade. A frustração é um grito interior pela vontade de fazer coisas que hoje não são possíveis, seja por limitadores internos ou externos. Canalizada, quem sabe, pode render idéias inovadoras e resultados expressivos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Do microchip à doença e vice-versa!

Antivírus é um saco. É necessário, mas um saco. Torna todas as operações mais lentas no computador, especialmente o recebimento e envio de emails.
O antivírus é tipo a camisinha, permite fazer com mais segurança algo que é necessário para as pessoas, mas quem já trabalhou sem sabe como é melhor.
Mas o que não dá pra entender é a lógica de atualização do antivírus. Todos os dias têm um novo arquivo pra fazer download. Logo será necessário um HD inteiro só pro antivírus e não vai ter mais nenhum arquivo para ser escaneado (com o perdão no estrangeirismo).

É o mesmo princípio utópico da medicina preventiva. Se todos os médicos conseguissem prevenir as doenças ficariam sem emprego. Seguindo esse raciocínio, existe uma teoria de que as empresas que desenvolvem os antivírus também são responsáveis por criar os vírus. Faz sentido! Provavelmente, diante da realidade de que estavam acabando com a sua própria sobrevivência fazendo um produto de qualidade, começaram a gerar demanda para seus produtos.

Diante disso, temos duas possibilidades:

1. As empresas de softwares antivírus são na verdade controladas por grandes corporações médicas e farmacêuticas que, diante de uma estratégia bem sucedida de prevenção, viram a iminência do desemprego e passaram a migrar o escopo de suas corporações para o mercado de informática. É mais do que uma simples coincidência. Não é à toa que o nome do software é antivírus, vem de uma terminologia médica.

2. Os profissionais das áreas de saúde também são responsáveis pela disseminação de doenças, valendo-se da mesma estratégia adotada pelas empresas de software antivírus para manterem-se no mercado. Uma excelente e bem-sucedida estratégia de benchmarking junto à indústria de informática.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Traduções Bizarras!

• Uma mulher dando tapinhas consecutivos na cabeça de outra pessoa, o tradicional “pedala Robinho”, no filme “Minha Super Ex-namorada”.
Fala: “Stop with that slapping thing!”
Tradução: “Pare com esses catiripapos!”

• Uma mensagem de esperança entre dois personagens de “Dawsons Creek”.
Fala: “Hope dies last!”
Tradução: “Espero que as mortes durem!”

• Mel Gibson torcendo para um jogador de basquete errar o arremesso no filme “Do que as Mulheres Gostam”.
Fala: “Miss! Miss!”
Tradução: “Moça! Moça!”

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pelo acento no cu!

Descobri recentemente que cu não tem acento. Não sei como consegui viver tantos anos achando que o cu tinha outro acento específico além do vaso sanitário.

Que decepção!

Fiquei com pena do cu.
Imagina, diariamente mandado à merda.
Desprestigiado, é sempre vitimado como a parte frágil do corpo, ao primeiro sinal de medo alguém diz: “Aaah, apertou o cu agora, né?!”
Se é pra xingar alguém, logo vem um “Vai tomar no cu!”, quase tão comum quanto um bom-dia já, ninguém mais pára pra pensar no significado.
Se um lugar é apertado, é “um cu”.

O cu merecia acento, seria tão mais sonoro, imponente: cú!!!
Acentuá-lo seria como devolver-lhe a juventude, ou uma prega. Um tributo por anos de serviços prestados. Não vamos fechar os olhos para mais esta injustiça, de cego, já basta o cu!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Chinelagens!

Na boa, chinelágens clássicas, que todo mundo faz ou já fez um dia, indeferentemente da razão:

• Levar a namorada pra jantar fora e pagar com ticket.
• Ir de ônibus pra balada.
• Comemorar o aniversário na Xuka, ou qualquer outro rodízio de pizza.
• Comemorar o aniversário em qualquer lugar onde o aniversariante não paga.
• Fazer a festa de casamento num rodízio em que cada um paga sua conta, ou pelos menos as bebidas.
• Levar cerveja, refrigerante e salgadinhos num aniversário e pegar de volta o que não comeu no final da festa.
• Levar pra casa arranjo de centro de mesa de formatura ou casamento.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Resoluções de Ano Novo!

• Não emagrecer
• Não casar
• Não ser pai
• Não parar de beber

- E ainda assim mudar de vida!