sexta-feira, 7 de março de 2008

Pergunta que não quer calar!

Por que sempre que alguém que não costuma vestir uma fatiota aparece de terno no trabalho ou entre amigos, tem sempre um engraçadinho que pergunta se ele vai fazer um exame de fezes?

De onde surgiu essa relação entre estar arrumado e fazer o exame?

Será que só fato de parecer alguém mais importante de terno torna também alguém mais suscetível a fazer cagadas?

quarta-feira, 5 de março de 2008

A demissão é o antidepressivo das empresas!

A depressão é considerada por muitos profissionais da área de saúde como a doença do século. Estresse, pressão na vida profissional e pessoal que levam a grandes frustrações.

E nesse contexto existe uma corrida desenfreada por maneiras de superar as tristezas do dia-a-dia, muitas vezes sem levar em conta que existe uma diferença fundamental entre estar triste e estar em depressão. E em vez de aprendermos a conviver com a tristeza, que faz parte da vida, procuramos ocultá-la com medicamentos.

Sem querer fazer apologia contra o uso de medicamentos, que em muitos casos são realmente necessários, mas o fato é que é muito mais fácil “empurrar” a tristeza para longe do que enfrentá-la. Até por desconhecimento de como interpretar seus sinais que, como qualquer dor - um espinho, uma queimadura, um choque - indicam que alguma coisa não está certa com o nosso corpo.

Vou mais adiante. E acredito que essa busca frenética pela felicidade e a necessidade de banir a tristeza vai além do nível individual do ser humano e se estende ao ambiente empresarial.

Cada vez mais as empresas não admitem a tristeza no ambiente de trabalho. Não basta ser um excelente profissional, é preciso trabalhar “sorrindo”, contagiar os colegas com sua motivação, ir além do esperado. Muitas empresas não querem admitir seu ambiente triste e encarar isso de frente. E acabam recorrendo ao seu antidepressivo: a demissão.

Mas como disse anteriormente, muitas vezes a medicação é necessária. Porém, a demissão, assim como todo antidepressivo, não resolve o problema por si só. Se quem toma o remédio não souber usar a estabilidade que ele proporciona temporariamente para avaliar suas deficiências, corre um risco de viver “eternamente” sob um falso manto de felicidade, mascarando a realidade.

Porém nem tudo é motivo para cortar os pulsos com uma bolacha maria. A tristeza e a melancolia moram ao lado da criatividade. A frustração é um grito interior pela vontade de fazer coisas que hoje não são possíveis, seja por limitadores internos ou externos. Canalizada, quem sabe, pode render idéias inovadoras e resultados expressivos.