terça-feira, 27 de abril de 2010

A revolta da terceira idade

É senso comum que vivemos num país que não respeita os idosos e está pouco preparado para atender as suas necessidades especiais. Até porque vivemos num país jovem, competitivo e desiqual que, por consequência, coloca os mais novos em posição de competição com os mais velhos.
Eu não sei o que é ser idoso e sei que um dia passarei por todas s limitações da idade. Por outro lado, também passo pelas limitações de ser jovem. Porque leis protegem crianças pequenas, gestantes e pessoas acima de 60 anos. Digamos então que, dos 7 aos 60 anos ficamos em uma faixa em que o sistema não facilita em nada a nossa vida também.
Casualmente nas últimas semanas observei com certa insistência as filas de atendimento preferencial em função de compras no supermercado, livraria, banco e vacina da gripe H1N1. E é impressionante como os velhinhos tem um certo prazer sádico em ver um jovem se dar mal.
Entrei numa fila de atendimento preferencial por engano numa livraria, porque a placa estava virada para o lado oposto da fila. Não levou 30 segundos para ser expulso da fila por duas senhoras. No que disse "Sem problema senhoras, vou trocar de fila, mas quero lembrar que atendimento preferencial não é exclusivo, é como a palavra diz: preferencial".
Pronto, mesmo na fila ao lado podia ouvir o diálogo sobre como os jovens hoje em dia não respeitam nada.
Ouço muito a frase "Um dia você vai chegar lá", na verdade um dia o Brasil inteiro vai, em 20 anos seremos um país de idosos. Mas quem é idoso podia pensar o contrário também "Um dia você já foi jovem" e não colocar toda a farinha no mesmo saco.